Por que Estudar Bateria e Percussão

bebê na bateria - bebê dentro da caixa da bateria - Por que estuar bateria e percussão?

Foto de capa por: Elaine Araujo

Parafraseando o antigo político Artur da Távola, Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão, essa mesma frase se você não ouviu ou leu pelo mesmo já deve ter ouvido da boca de muita gente, dentre muitos como Pedro Bial, Jô Soares, Nando Moura e tantos outros, pois Artur da Távola nessa frase construiu uma máxima com muita plenitude e de uma profundidade maravilhosa.

O fato é que, tudo é energia e vibração, e com a música não é diferente, o estudo da bateria e da percussão muito menos, a música nasceu com a necessidade do espírito humano se comunicar com Deus de uma maneira mais profunda e verdadeira, estudar música é estudar a si mesmo e olhar para si mesmo é tentar chegar mais perto de Deus tendo visto que as escrituras dizem que Deus fez o Homem sua imagem e semelhança.

Estudar música é se rasgar de fora para dentro, é sobretudo uma espécie de prova para si mesmo que você pode desistir de tudo, mas não de si mesmo. Porque é lógico que vamos precisar sermos orientados durante os estudos da música, mas no final das contas o resultado se faz aparecer ali entre quatro paredes, onde só está você com você mesmo.

É uma demonstração de resiliência, paciência e sobretudo força de vontade, onde orgulho e humildade tem de entrar em equilíbrio, você se reconhecer, aceitar suas limitações, admitir onde de fato você está na cadeia evolutiva e trabalhar a partir dali para conquistar o resultado, em suma é uma demonstração de amor próprio para com você mesmo, onde você irá perceber que não é o resultado que importa, mas sim a jornada percorrida para atingir tal objetivo que irá fazer você se tornar melhor, e se olharmos da mesma maneira para a nossa vida de um modo geral ela também não é assim?

Pare e reflita um pouco relembrando coisas da sua vida, do seu passado! Música é vida!

Então vamos ver por que Estudar Bateria e Percussão?

Por que Estudar Bateria e Percussão – Aspectos Mentais e Cerebrais 

Dos aspectos mentais e cerebrais que o estudo da bateria e percussão irá desenvolver, poderíamos falar por horas sobre isso, mas eu vou tentar passar de uma maneira mais simples e clara, até porque um não sou totalmente apto a dar tal abrangência tendo em vista que sou um pedagogo, e não um neurologista, psiquiatra ou mesmo músico terapeuta.

Nós mensuramos o nosso cérebro de várias formas, de acordo com a linha de estudo que desejamos seguir, dentre elas temos os estudos que dividem o cérebro em, hemisfério esquerdo e direito, não é uma ciência clara e fixa diante esses parâmetros, mas é essa visão de raciocínio que sigo dentro do meu desenvolvimento.

 E dentro dessa linha de pensamento, temos ainda as seguintes divisões:

→ Lobo frontal – Relacionados com trabalho criativo, raciocínio, personalidade, tomada de decisões, movimentação dos músculos esqueléticos, entre outras funções;

→ Lobo temporal – Atua principalmente na comunicação, relacionando-se com a fala, audição e até mesmo a escrita;

→ Lobo parietal – Relacionado, entre outras funções, com a percepção de dor, frio, calor e toques;

→ Lobo occipital – Possui relação com o processamento das informações visuais;

Seguindo, temos o cérebro límbico.

Sistema límbico – Se localiza no centro do cérebro, vamos imaginar como se ele fosse o “recheio” o miolo do cérebro, é comumente chamado de cérebro empático, ou seja, que nos permite mensurar as nossas reações para vivermos em sociedade. Controla essencialmente as nossas emoções, que são por sua vez enviadas paras as amígdalas, ou seja, sempre que houver uma tensão seja ela positiva ou negativa ele vai ativar a amígdala.

Hipotálamo – É de onde vem a ordem de envio dos hormônios para o nosso corpo, principalmente adrenalina, cortisol dentre outros.

Tálamo – Que é também conhecido como cérebro reptiliano, que é a grosso modo uma grande rede de distribuição neural, ou seja, tudo chega no tálamo, onde ele envia o feedback para o restante do corpo dizendo qual ação tomar.

Giro do Cingulado – fica logo acima do Tálamo, ele é responsável dentre outras coisas por várias células dopaminérgicas, que são células que registram questões de recompensas, dentre elas a dopamina que por sua vez está ligada ao controle de movimentos, aprendizado, humor, memória e outras mais.

A dopamina é tão importante que a sua falta está relacionada a doenças como Mal de Parkinson, e o seu excesso está ligado à Esquizofrenia. Lógico pessoal isso são apenas fatores e informações superficiais para que vocês vejam a amplitude da coisa, imagine toda essa informação de fato ampliada aos níveis da neurologia, é um campo muito amplo, isso que estamos levando em conta somente o fator de interferência musical, imagine isso ampliado a todas as nossas ações do dia a dia. É pra isso que eu quero que vocês abram o olho, olhem o quão grande podemos ser!   

 Lembra que ao falarmos do cérebro límbico citamos as amígdalas?

Pois bem, seguindo a linha de raciocínio ao descermos um pouco mais, temos o nosso chamado cérebro reptiliano, responsável por toda automação e funções básicas do nosso corpo.

As amígdalas recebem informações de todas as partes do cérebro e redistribui essa informação a cada setor devido, onde comumente passa pelo cérebro reptiliano, primeiro por estar logo acima da medula espinhal, e também por ele estar ligado às funções básicas do corpo, inclusive as que não vemos nem controlamos como por exemplo os movimentos musculares involuntários (movimentos as quais não controlamos) ex: músculos envolvendo pulmão, estômago dentre outros órgãos. Se fossemos definir o cérebro reptiliano em uma palavra seria:  Sobrevivência.

Ele é uma parte do cérebro cuja qual não pensa e emite respostas com base em análises, ele apenas reage, está o tempo todo pronto para atacar.

No entanto a falta de adestramento dessa parte do cérebro pode resultar em sérios problemas para nossa vida como um todo, por exemplo, uma pessoa que tem problemas de obesidade, que sente compulsividade alimentar, hoje já se sabe segundo a ciência, que parte desse distúrbio é uma informação que se automatizou no cérebro reptiliano do indivíduo, e pela forma do cérebro reptiliano agir, ele toma isso como uma premissa básica, e junta a informação de que se alimentar é uma necessidade básica cuja qual ele comanda, e o sinal de resposta enviado por ele é mais forte que as outras partes do cérebro, logo, ele precisa ser tratado também em conjunto com a parte límbica do cérebro que libera hormônios de saciedade após alimentar-se.

Esse “adestramento” do cérebro reptiliano está ligado aos estudos da mecânica quântica, que a grosso modo, diz que devemos mudar a frequência de vibração, da parte do cérebro que corresponde ao cérebro reptiliano, passando ele de uma baixa frequência para uma alta frequência, para que ela se aproxime ao máximo do neocórtex (parte mais racional do cérebro).

Por que Estudar Bateria e Percussão – Desenvolvimento Através da PNL

Bom, aqui tivemos uma abrangência bem rasa para começarmos a entender em poucas palavras como funciona a informação que recebemos, olhando do ponto de vista do estudo da bateria e percussão temos o seguinte panorama:

Ao adentrarmos o mundo da música, e mais precisamente o mundo dos tambores, seremos bombardeados de informações sonoras devido ao som, visuais devido ao tamanho da bateria e como posicionamos nosso corpo nela, e motoras por termos de movimentar todo nosso corpo em busca da criação do som.

Passado esse início, nosso cérebro límbico vai começar a produzir neurotoxinas sejam elas de prazer pela realização e de frustração pela dificuldade inicial.

Essas toxinas vão afetar nosso cérebro reptiliano, que tem a função de ataque e defesa como premissa básica, o que inicialmente vai causar a retração muscular e em muitos casos a apneia involuntária, esses dois fatores em conjunto causam a fadiga muscular, e reduzem a oxigenação do neocórtex cerebral (responsável pela racionalização das nossas ações) que por sua vez, não vai conseguir executar os movimentos, que não vai gerar o som necessário, que causará o sentimento de frustração, que vão liberar mais substâncias no cérebro, e assim esse ciclo vicioso se perpetua até que você desista de praticar o instrumento.

Dentro do panorama correto, em primeiro lugar devemos tirar a atenção do aluno iniciante do som criado, e usarmos o cérebro reptiliano a nosso favor, isso se dá através da PNL (programação neuro linguística). 

Mostrando ao aluno que os movimentos usados na bateria, são similares aos movimentos que ele faz o tempo todo sem perceber, movimentos estes que já estão programados ao cérebro reptiliano, como o levantar de um copo ou colocar uma camiseta pela manhã, como o de caminhar no dia a dia, como o de segurar uma caneta, como respirar ao tomar um banho no final do dia.

Criando está similaridade, tiramos a tensão do aluno iniciante e anulamos reações do cérebro reptiliano, transferimos toda informação a ser processada para os Lobos do cérebro e para os hemisférios, deixando a carga de informação mais próxima do Neocórtex, e fazendo com que o cérebro límbico atue gerando mais hormônios de satisfação do que frustração.

Assim o cérebro reptiliano vai obedecer aos movimentos de forma coordenada como fora ordenado pois não estará liberado para reagir como um ato de defesa, mas vai trabalhar com base nos hormônios gerados pelo sistema límbico que por sua vez, foram tratados de forma racional e com calma, sendo processados em primeiro lugar pelo neocórtex, assim criamos um ciclo virtuoso e aliando isso ao descobrimento do perfil e temperamento do aluno, ele sai ciente das suas incapacidades iniciais, mas também sai confiante de que é possível tocar e executar os movimentos, de uma maneira que ele jamais acreditará até então, ou seja, a sua sede e empolgação para próxima aula só aumentam.     

Por que Estudar Bateria e Percussão – Aspecto Social 

Já falamos do sentimento que a música nos causa e das reações hormonais, físicas e cerebrais, agora vamos falar no que o estudo da bateria e percussão agregam no âmbito ético, moral e social para o indivíduo.

Primeiro vamos diferenciar ética e moral:

Moral – É o conjunto de valores de um indivíduo cujos quais têm como norte e diretrizes de vida, valores estes que condicionam ele a um limite para consigo mesmo e ajudam a limitar sentimentos como orgulho, medo, prazer e dor, todavia estes valores morais só dizem respeito a ele e não aos demais, por isso dizemos que não existem pessoas sem moral (imoral), mas sim pessoas com valores morais diferentes dos seus (amoral), contudo estes valores morais são moldados nos primeiros anos de vida do indivíduo com base nas pessoas que o cercam.

Ética – É o conjunto de valores morais de mais de um indivíduo, formando um grupo ou mesmo uma sociedade que pensam e agem de forma similar ,a fim de promover o convívio harmonioso em conjunto dos mesmos.

Levando em conta estas definições podemos expandir isto ao que na Conscienciologia é chamado de Cosmoética, onde expandimos isso a um âmbito planetário, que quer dizer, acordos éticos entre países que mesmo portando costumes diferentes, prezam por fatores em comum afim da preservação das raças e do planeta como um todo, por exemplo: a preservação de determinadas raças em extinção, ou o controle da emissão de gás carbônico, o cuidado com a poluição dos mares e etc…

Ao começar o estudo da música o indivíduo tenha ele a idade que tiver, irá se deparar com a primeira realidade; Que tudo vai depender do seu esforço, mesmo tendo um bom professor para lhe passar as coisas da forma mais simples, no final das contas se ele não praticar, jamais vai conseguir, ao perceber isso o indivíduo toma para si tal responsabilidade e leva isso como valor moral e ético, sendo um cidadão mais autossuficiente, mais seguro de si e das suas responsabilidades.

Vai descobrir que na música tudo tem o seu tempo e seu devido lugar, que muitas vezes menos é mais, isso refletido na sociedade gera indivíduos mais compreensivos e pacientes e respeitoso para com o próximo.

O ato de estudar música é solitário, mas a aplicação da música nunca se faz sozinho, isso cria pessoas que saberão lidar melhor com o ego e com o orgulho, com as frustrações, saberão esperar o seu momento, aguardando na resiliência de forma pacífica mas não passiva, pois a música exige atenção e sensibilidade, terão mais probabilidades de agir no tempo certo e de forma correta, aproveitando assim, melhor as oportunidades que a vida lhes oferecer.

Terão um senso crítico mais aguçado, e um senso de respeito para com o próximo mais igualitário, conseguiram expressar melhor suas emoções, tem uma forma mais ampla de se expressar fazendo-se assim, melhores e mais compreendidos entre os que o rodeiam seja no âmbito familiar, de trabalho, amigos ou mesmo de estranhos.

Serão pessoas mais equilibradas no que diz respeito às conquistas e frustrações materiais e/ou emocionais, analisando sempre partindo de si, do seu esforço, ao invés de culpar unicamente tal situação ou mesmo outros por algo que competiria em maior parte a ele mesmo, tornando-se o que chamamos hoje de meritocrata, no sentido de que ele é responsável pelo que cativas de bom ou de ruim para si mesmo.

Vai entender que a música nasce do erro, e que a prática leva a uma “perfeição” quase sempre utópica, ao se deparar com isso vai aprender que muitas vezes ele estará perto de pessoas não tão qualificadas quanto ele, e terá de manter o respeito e igualdade perante elas sem humilhá-las, vai aprender que na vida todos nós erramos em determinados momentos mas sempre podemos recomeçar “sem parar a música” para isso, pois a vida não vai parar para você a cada erro que cometer, e com isso vai encontrar pessoas melhores que você em muitas coisas, e vai precisar de humildade para aprender e de humildade para ensinar o próximo como um dia foi ensinado.

Olhando mais focalmente como reflexo do estudo da bateria, serão pessoas capazes de gerenciar melhor suas emoções, com mais facilidade, terão uma noção do seu espaço e da dinâmica de suas ações, bem como vão conseguir quantificar e calcular suas ações com mais precisão, levando em conta variáveis como pessoas, processos e resultados, e acima de tudo entenderão que para liderar é preciso ser liderado antes, e que um líder só se mostra a frente do seu pessoal na dificuldade do dia a dia, pois quando está tudo indo como planejado ele observa tudo atrás do seu pessoal pois eles são os primeiros a receber os “louros da fama”

Ou seja, se formos definir tudo isso que foi dito em uma só palavra seria EQUILÍBRIO!

Se você chegou até aqui espero que consiga refletir sobre toda estas informações, leia e releia quantas vezes for preciso. E claro se possível…Curta, Comente e Compartilhe!

Ajude a espalhar o conhecimento!… Bons Estudos!   #bumbonorim #caixanozoio E até o próximo artigo!

Fonte de referência e embasamento: https://neurosaber.com.br/ &  http://mariosergiocortella.com/

 

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