Bateria e Percussão no Tratamento da
Síndrome de Williams-Beuren

A Síndrome de Williams é dada por uma má formação genética no cromossomo 7, é causada pela ausência de cerca de 21 genes do cromossomo que atinge crianças de ambos os sexos, é uma síndrome relativamente rara, para cada 10.000 crianças nascem de 1 à 5 com a síndrome de Willians no mundo todo.

Essa alteração genética no cromossomo 7 leva a criança a apresentar características físicas, clinicas e comportamentais. A falta desses genes leva a problemas cardiovasculares e renais, podendo causar também o desenvolvimento irregular do cérebro

A face da criança com síndrome de Williams é bem perceptível, são crianças muito agitadas, inquietas e são excessivamente sociáveis, querendo agradar a todos que estão próximos se colocando muitas vezes em uma condição de submissão, gostar de estar sempre conversando e interagindo com as pessoas no ambiente, muitas vezes interferindo no dialogo dos outros, esses fatores independem da idade das pessoas com quem elas se relacionam, isso acaba gerando problemas de socialização também, tanto no ambiente escolar como familiar.

Comorbidades

Problemas de má formação cárdica, podendo ter doenças coronarianas precoces, problemas nas artérias pulmonares. A hipercalcemia também é muito comum nessa síndrome, acabam sendo crianças hipotônicas, necessitando de uma atenção maior, em alguns casos é comum o atraso intelectual e a discalculia, (transtorno de aprendizagem onde a criança tem dificuldade com números e espacialidade)

Intervenção através da Bateria

É comum vermos crianças com síndromes ou doenças raras terem uma aptidão elevada para a música, mesmo perante as mais diversas dificuldades, nesta síndrome não raro, mesmo apesar da dificuldade espacial e do distúrbio intelectual que vai do leve ao moderado, percebemos uma aptidão musical extremamente elevada, em alguns casos podendo ter o chamado ouvido absoluto, ou de habilidades motoras muito mais elevadas que o normalmente visto em seres sem nenhuma “doença”.

A criança com Síndrome de Williams geralmente não consegue desenvolver a leitura da partitura, por isso usamos as figuras com desenhos das peças da bateria para que ela entenda e grave a imagem ao som emitido por cada peça da bateria.

Outro ponto inicial é levar em conta é até onde vai a psicomotricidade e o senso de espacialidade dela, e dentro disso ajeitar a bateria para ela, para que ela possa se sentir o mais confortável possível, e não desprenda energia visual procurando as peças da bateria, isso acaba levando um certo tempo devido ao mapeamento muscular que é preciso se fazer do aluno.

Dentro do desenvolvimento dela vamos trabalhar mais ancorados no solfejo, que nada mais é que cantar o som do instrumento, e procurar reproduzir tocando-o, está atividade acaba prendendo o aluno primeiro pelo bom humor ao achar engraçados os sons feitos com a boca, e isso também cria a ligação cognitiva com o aspecto muscular dele

Faz com que ele não se preocupe com a noção de espaço que muitas vezes já é deficitária, e aos poucos vamos inserindo novas atividades, afim de ampliar seu senso espacial e seu entendimento musical, o desenvolvimento do gosto musical em cima de músicas e artistas que ele já gosta, ajudam a deixar a aula mais divertida.

Aos poucos com a abertura do aluno, vamos expandir essa aprendizagem o máximo possível para o lado sinestésico e cognitivo, criando correlações com as atividades do dia a dia, dando a ele um senso de convivência social mais amplo, e por mínimo que seja o resultado, já será de grande valia para ele.

Esse aport ocorre justamente por que trazemos funções básicas e de convivência e cognitivo que estão relacionadas ao sistema límbico, para o cérebro reptiliano, que é responsável pelas funções básicas de sobrevivência através da sinestesia.

Criando uma correlação de que atitudes de convivência ou emoções estão associadas a fatores básicos de sobrevivência para o cérebro. A grosso modo isso funciona como uma PNL (programação neurolinguística), os resultados em média começam a aparecer entre 8 meses e um ano, mas isso tudo depende do grau da síndrome no aluno.

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Algumas das síndromes e transtornos que podemos auxiliar no tratamento através das aulas de bateria:

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