Bateria e Percussão no Tratamento do Transtorno Bipolar

O transtorno bipolar, faz parte dos transtornos de humor e também de afeto, são enfermidades que causam alteração no nosso humor e sentimentos, também interferem na energia da pessoa, na forma com que ela sente e se comporta perante o mundo a sua volta, é uma alteração cerebral física.

Essas alterações fazem com que a pessoa oscile entre o bom humor, irritação ou mesmo a depressão, ou seja, age em polos extremos do ser humano os “surtos” chamado dentro da medicina de mania, e a depressão podem ocorrer de forma curta e rápida, com muita ou pouca frequência.  

Existem diferentes tipos de transtorno bipolar, todos eles afetam os níveis de humor, energia e atividade do indivíduo. Sendo assim é possível que a pessoa manifeste estados de humor variados, que podem ser período extremamente exaltados e com energia, conhecidos como episódios maníacos, a períodos muito tristes e sem energia, também conhecidos como episódios depressivos. Podem haver também mais brandos, também conhecidos como hipomania.

Ainda que o transtorno bipolar seja uma condição que não tem cura, é possível controlar as alterações de humor com medicamentos específicos e acompanhamento psicológico (psicoterapia).

A causa definida para o transtorno bipolar ainda é uma incógnita porem a ciência já sabe que ela está condicionada a alguns fatores como:

Diferenças físicas no cérebro, desequilibro nos neurotransmissores, desequilíbrio hormonal, hereditariedade e meio ambiente onde vive.

Fatores familiares, uso abusivo de drogas e álcool, experiencias de vida traumáticas, são fatores de risco que podem desencadear a doença ou mesmo agravar o estado.

Embora é possível haver a bipolaridade em crianças ela é mais comum em jovens e adultos de 15 a 25 anos.

Comorbidades

Transtornos alimentares, transtornos de personalidade e, entre outras doenças, o hipotireoidismo, a migrânea (uma dor de cabeça associada com sensibilidade à luz e barulhos) e a obesidade também são frequentes, estas últimas são mais comuns em mulheres do que em homens.

Transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtornos de ansiedade, é importante salientar que estas comorbidades podem se fazer presente mesmo com a pessoa fora do estado de mania ou depressão, e a neste caso pode haver uma inversão sintomática que só a investigação clinica pode dizer se a pessoa sofre mesmo de TBH (transtorno bipolar de humor), ou de algum outro transtorno, mas sobre tudo, é visto que estas comorbidades citadas se ressaltam principalmente com a pessoa em mania ou depressão.

Em crianças é comum vermos também o TOD (Transtorno Opositivo Desafiador), além disto em crianças é comum confundir o TBH com TDAH, no entanto é fácil distinguir levando em conta os padrões de cada patologia, a criança com TDAH é sempre mais agitada enquanto a com TBH é cíclica, tem dias que ela estará isolada, reclusa e depressiva, bem como em outro dado momento ela poderá estar agitada, impulsiva e por vezes inconveniente.

Outro ponto é a questão do sono, pois a criança com TDAH demora para pegar no sono, mas dorme por muito tempo, embora acorde várias vezes a noite e tenha mas cansaço, já a criança com TBH não tem muito sono e gosta de ficar acordada até tarde fazendo várias atividades, e de manhã está pronta pra rotina, e a irritabilidade é outro ponto, pois a criança com TDAH se irrita em detrimento de alguma coisa ou alguém, seja por não poder fazer algo ou ter que fazer quando ela não quer, já a criança com TBH ela simplesmente tem uma irritação sem explicação clara, muitas vezes pode já acordar daquela forma sem saber o motivo, tendo oscilações involuntárias, as crianças com TBH também possuem uma sexualidade exacerbada e precoce, a vontade desse vestir como adulto precocemente, geralmente são crianças mais controladoras e ciumentas.    

Intervenção através da Bateria e/ou Percussão no Transtorno Bipolar de Humor

A Transtorno Bipolar de Humor não tem uma cura definida, no entanto o tratamento é na focado em:

Evitar a alternância entre as fases, evitar a necessidade de hospitalização, ajudar a agir da melhor maneira possível entre os episódios, impedir comportamento autodestrutivo e suicidas, reduzir a gravidade e a frequência dos episódios.

Mas a Intervenção através da Bateria e/ou Percussão no Transtorno Bipolar de Humor propriamente dita entrará na parte de psicoterapia, onde utilizaremos dos conceitos da terapia cognitiva comportamental (TCC) e da psicopedagogia, e em conjunto com a psicoterapia faremos o aluno reconhecer os momentos de mania ou de depressão, trazendo à tona de forma descontraída e bem humorada, sensações que ele sentira em situações do passado, trabalhar esse desprendimento emocional, fazendo analisar esses fatos como na verdade são, atos do passado que não interferem mais, e aprender a reconhecer isso com bom humor, para evitar novas crises até mesmo no decorrer das aulas.

Após isso, é tentar reproduzir essas emoções em cima da bateria, para que ele possa transferir essa emoção do cérebro límbico para o reptiliano, tento assim um senso de controle maior com o passar do tempo, já que o nosso cérebro reptiliano é responsável pelas funções básicas do corpo, assim conseguimos uma certa estabilidade nos neurotransmissores e hormônios produzidos, além do mais, transferindo essas emoções para o físico cria uma sensação de bem estar ao corpo enquanto atividade física, por isso vamos explorar estes limites físicos para controlar os limites emocionais.

E aos poucos tornando-o mais forte para lidar com as crises futuras, este autoconhecimento adquirido vai fazer o próprio aluno muitas vezes se reconhecer em uma possível crise, e tentar por si mesmo dosar as emoções ou mesmo avisar aos seus próximos para tomar as devidas providências, pois já aprendeu dentro da aula de bateria e/ou percussão a falar mais sobre essas emoções sem que as mesmas o incomodem tanto com a vergonha e o constrangimento.

Converter as emoções em ações físicas no instrumento cria uma válvula de escape para o aluno, até que o mesmo detenha do controle emocional quando em crise. E isso para o desenvolvimento do instrumento em si é muito benéfico pois faz com que o aluno sempre desafie seus limites, e desenvolva um senso de interpretação musical muito aguçado devido a essas emoções. Criando assim um ciclo virtuoso benéfico ao aluno com TBH.

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